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Qualidade de vida na melhor idade!

fotoBarbara e o professor Arturo, em Pinheiros: educar sem tombos é o seu lema (Foto: Fernando Moraes)
http://vejasp.abril.com.br/materia/aula-bicicleta/

A expectativa de vida do brasileiro está cada vez mais alta. A qualidade de vida, porém, depende muito dos hábitos que cada um cultiva. É o caso de Barbara Elsbach, 70 anos, que sempre trabalhou em bancos e empresas nacionais e estrangeiras como assistente da presidência, e organizadora de eventos, e agora na melhor idade, não para, faz comerciais para a mídia (TV, revistas, jornais, etc.), e é freelancer em eventos. Consegue separar um tempinho da sua vida para praticar Yoga e Pilates, mantendo mente e corpo sempre ativos. Além disso, Barbara foi mencionada (como B, 69 anos) várias vezes no livro “A Revolução das 7 Mulheres – Os sete perfis que representam a geração 50+, 60+ que está reinventando a maturidade” de Marcia Neder”.Cuidar da mente e do corpo é fundamental para vivenciar a terceira idade com bem-estar.

Durante os primeiros anos da nossa vida, nossa evolução física é muito rápida, principalmente nos quesitos de crescimento e desenvolvimento, porém quando chegamos à terceira idade, ocorre a fase da involução. O processo de involução ocorre de forma mais lenta que a evolução da infância e adolescência. Porém, tal involução influencia diretamente e de forma considerável na perda das capacidades funcionais do idoso. Quando se pratica atividades físicas regulares e adequadas, pode-se auxiliar o corpo nessa readaptação e diminuir os efeitos “involutivos” do processo de envelhecimento, além é claro de ser uma atividade que preenche boa parte do tempo livre do idoso, também promovendo a integração e participação ativa no meio social.

É importante para os idosos manter suas tarefas diárias, porém isso não é suficiente para manter o bom funcionamento de nossos músculos, ossos e articulações, o ideal é praticar atividades físicas, exercícios físicos orientados por profissionais, prevenindo assim qualquer dano que possa ser causado à saúde do idoso por práticas incorretas ou inadequadas para o seu nível de aptidão física específica.

Segundo dados científicos a participação em um programa de exercícios físicos na terceira idade leva à redução de 25% nos casos de doenças cardiovasculares, 10% nos casos de acidente vascular cerebral, doença respiratória crônica e distúrbios mentais. Talvez o mais importante: reduz de 30% para 10% o número de indivíduos incapazes de cuidar de si mesmos, além de desempenhar papel fundamental para facilitar a adaptação à aposentadoria.

“Ser velho é uma chance que cada dia mais pessoas conseguem alcançar. Atualmente existe um número cada vez maior de pessoas idosas vivenciando uma vida saudável; é importante não só viver mais, mas sim viver melhor, mantendo o corpo em constante atividade física a fim de conservar as suas funções vitais em bom funcionamento” (OTTO, 2000).